Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 09/01/2019

Representantes da WestRock, que desenvolve soluções em papéis e embalagens, apresentaram o projeto de ampliação da empresa, em Três Barras, município do Planalto Norte, ao novo secretario do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo, Lucas Esmeraldino, ao secretário-adjunto, Amandio João da Silva Jr., e assessores. O diretor de Desenvolvimento Econômico, Antônio Slosaski, também acompanhou a apresentação do projeto técnico da ampliação, orçada em R$ 1,2 bilhão. As conversas começaram há dois anos e os investidores destacaram como diferencial o bom relacionamento com o Estado, com informações e orientações fornecidas por meio da Agência de Promoção de Investimentos em Santa Catarina, a Investe SC.

Para se ter uma ideia, em 2018 a Investe SC concluiu a atração de investimentos de quase uma dezena de grandes empresas para Santa Catarina. As obras de expansão da WestRock devem começar no próximo mês, com previsão de conclusão para março de 2021. Os investimentos anunciados em Três Barras serão direcionados, principalmente, para ampliação e otimização dos recursos industriais existentes, incluindo a instalação de novo pátio de madeira, ampliação das linhas de celulose, novas caldeiras de força de recuperação e ampliação das máquinas de papel, além da instalação de equipamentos de suporte a produção.

“Não estou pedindo emprego”

O imbróglio em torno da presidência da Santur foi analisado pelo ex-secretário de Turismo, deputado Leonel Pavan (PSDB). Para ele, uma vantagem é que o governador Moisés não está agindo sob pressão. Ele destacou que o setor é fundamental para a economia do Estado e que “não vive só de estudos”, completando que a Santur precisa ter consonância com o trade turístico. “Não basta um sistema professoral se não houver alinhamento com o trade. A Santur trabalha com eventos, com a divulgação das nossas potencialidades, em contato permanente com as organizações do setor.” Pavan defende que a presidência da Santur é um cargo político não partidário. “Ali não basta ser técnico, tem que ser um político do turismo. Não estou pedindo emprego, de jeito nenhum. Mas eu me considero capacitado para esta função, porque, mesmo sem formação acadêmica, conheço bem o setor e vivo turismo no dia a dia.” Pavan é empresário do ramo, com diferentes empreendimentos e tem interesse direto na área. Questionado se aceitaria um eventual convite feito pelo governador Moisés, respondeu: “Não digo que dessa água não beberei de novo. De qualquer forma, estou à disposição para ajudar”. | Foto: Arquivo CNR-SC

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“Querer comparar Minha Casa Minha Vida com crédito imobiliário para classe média não é correto matematicamente. É óbvio que juros para classe média é maior, aí trocaram o que eu falei para dar manchete. É uma desonestidade intelectual.”

Novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ao negar, ontem, que haverá aumento da taxa de juros para financiamento da casa própria para a classe média

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Interesse na Celesc O novo presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, foi recebido ontem, pela primeira vez, pelo governador Carlos Moisés em seu gabinete para uma conversa só entre os dois a portas fechadas. Trataram tanto da gestão da companhia quanto dos projetos em andamento. A conversa durou cerca de uma hora. Aliás, engana-se quem pensa que vai conseguir ter reuniões rápidas com Moisés. Pessoas próximas contam que ele sempre quer se aprofundar nos assuntos em pauta e demonstra interesse em todos os temas que têm a ver com o Estado. Gosta de conversar e, principalmente, gosta de ouvir quem entende mais do que ele próprio dos assuntos em discussão.

Reforma X Construção A receita das lojas dedicadas ao segmento de Casa e Construção de Santa Catarina é composta em 60% por reformas e em 40% por novas construções. É o que mostra pesquisa inédita feita pelo Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae-SC. Outro dado trazido pela pesquisa é que, apesar do forte apelo dos meios digitais, o consumo online ainda fica atrás das compras em lojas físicas: 68,63% dos entrevistados apontam consumir no varejo físico, enquanto 29,51% escolhem a loja online. A pesquisa completa está em goo.gl/Kvs2qt

Falando nisso… Antes do desmentido, as declarações de Pedro Guimarães, de que os juros do crédito habitacional para a classe média seriam de acordo com o mercado, geraram reação no setor. O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) de Florianópolis e Tubarão, Fernando Willrich, chegou a lançar nota afirmando que o mercado imobiliário voltado à classe média é altamente alavancado e dependente de financiamento da Caixa. E que uma alta de juros pode assustar empreendedores. “As consequências afetariam todo o mercado e a geração de emprego, devido ao peso da construção civil na economia do país”, alertou.