Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 1 mês atrás

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) fechou o ano de 2018 com saldo positivo. Ou seja, julgou mais processos do que recebeu. Marca histórica para um poder que, nacionalmente, é tão criticado pela morosidade. A informação foi transmitida ontem de manhã pelo presidente do TJSC, desembargador Rodrigo Collaço, no chamado Dia da Prestação de Contas do Poder Judiciário. De acordo com Collaço, foi a primeira vez que se conseguiu esse resultado nos últimos dez anos. Na segunda instância, o poder recebeu 135,5 mil novos processos e julgou 141,8 mil, um aumento de produtividade de 11% dos juízes catarinenses na comparação com 2017.

A produtividade foi ainda maior na primeira instância, chegando aos 18%. Mesmo assim, ainda existe um estoque de mais de 100 mil processos ativos no Tribunal. Collaço comemorou os resultados obtidos de janeiro a novembro, especialmente por atenderem todas as metas do Conselho Nacional de Justiça. “Tivemos esse aumento de produtividade naquilo que é o nosso objetivo principal: a prestação do serviço à população, com julgamentos de forma mais rápida”, completou. Outro aspecto positivo destacado pelo desembargador foi quanto à qualidade dos julgamentos, o que contribuiu para a redução do número de recursos. Ações de modernização, adequação de custos, enquadramento à Lei de Responsabilidade Fiscal e mais transparência também marcaram o ano do TJSC.

Ilhas e irmãs

Em passagem por Santa Catarina nesta semana para evento com a Fecomércio-SC, o vice-governador do Sul do Mar Egeu (Grécia), Stylianos Brigos, na foto com o presidente da Federação, Bruno Breithaupt, falou sobre o peso do turismo na retomada da economia de seu país. “O setor é uma poderosa força motriz do crescimento econômico e da prosperidade social”, resumiu ao completar que no período mais duro da recessão, ajudou a segurar o PIB, o emprego e autoestima dos gregos. Em 2017, bateu recorde de turistas: 30 milhões, ou seja, três vezes a população do país. Segundo ele, o turismo pode e deve ser uma área de alta prioridade na formulação de políticas, por meio da cooperação entre governos, trade, entidades e setor privado. A Fecomércio-SC foi a anfitriã de Stylianos e da comitiva formada por empresários gregos, que vieram ao estado para prospectar parcerias com empresas catarinenses e transformar Mykonos e Florianópolis em “ilhas irmãs”. | Foto: Divulgação Fecomércio-SC

Os gregos vieram ensinar o que já se sabe e muito bem por aqui: o Turismo é um dos setores que mais movem a economia de um país, gerando emprego e renda. Entretanto, por aqui a Secretaria de Turismo vai desaparecer na próxima gestão, sendo absorvida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Ainda assim há quem espere que o setor ganhe força em Santa Catarina. Para piorar, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, catarinense que ajudava a delinear políticas para Santa Catarina, sai do ministério e leva todo o seu conhecimento e sua rede de relacionamentos, nacional e internacional, para a Secretaria de Estado de Turismo de São Paulo, estado que concorre fortemente com o nosso quando o assunto é atração de investimentos no setor e de visitantes.

Falando nisso… Santa Catarina perdeu ministro em um setor importante, o Turismo, mas ganhou um secretário em outro setor importante para o estado, a pesca. É o empresário Jorge Seif Júnior (PSL), que, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, é proprietário de embarcações de pesca em Itajaí. Com 41 anos, ele será o novo secretário Nacional de Pesca e Aquicultura, com o aval da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Recebeu três objetivos claros do presidente eleito, Jair Bolsonaro: desburocratizar e dar segurança jurídica ao setor, e ampliar a produção para gerar mais empregos e renda.

Transição entre damas A atual primeira-dama do Estado, Nicole Torret Moreira, recebeu ontem a futura primeira-dama de Santa Catarina, Késia da Silva, em uma reunião extraordinária para eleição dos novos membros do Conselho Curador, Conselho Fiscal e Diretoria Executiva da Fundação Nova Vida, para o período de 01 de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022. A nova equipe, já definida, começará a se inteirar do funcionamento da Fundação para dar continuidade ao trabalho realizado pela entidade. Nicole assumiu a gestão da entidade em fevereiro, período em que foram atendidas 36 mil famílias em todas as regiões.

Casa nova Aconteceu ontem a inauguração da sede própria compartilhada pela Federação das Associações Empresariais (Facisc) e a Associação Catarinense de Supermercados (Acats), na área continental de Florianópolis. O evento reuniu um grande número de empresários dos mais diferentes setores vindos de todo o estado. O presidente da Facisc, Jonny Zulauf,, contou que a obra foi feita com recursos o capital de giro das duas entidades, sem financiamentos ou qualquer recurso público. “Isso nos dá a prerrogativa de autonomia, inclusive em termos de posicionamento.” Ele e o presidente da Acats, Paulo Cesar Lopes, declararam-se otimistas quanto ao ano de 2019. E têm boas expectativas também em relação ao novo governo, federal e estadual.