Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 01/02/2019

No governo Bolsonaro

O agora ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC) vinha sendo sondado desde o final de 2018 para assumir posição no governo federal. O martelo foi batido ontem. Bauer aceitou o convite feito pelo amigo e ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Com isso, o tucano será o único catarinense a trabalhar no Palácio do Planalto, no cargo de secretário especial da Casa Civil. “É um prazer poder servir ao país no governo Bolsonaro. Nos oito anos como senador, pude representar Santa Catarina, viabilizar repasse de milhões e milhões de reais para os nossos municípios e o Estado, presidir comissão e ser membro de CPI, vice-líder e líder de bancada no Senado, me tornei muito conhecido e adquiri a confiança e o respeito dos senadores de todo país, inclusive os que continuarão no mandato para mais quatro anos”, salientou. Bauer fará a interlocução entre os senadores e o governo. De um lado, levando demandas. De outro, esclarecendo sobre projetos a serem votados.Chapa única para a Mesa da Alesc

 

Chapa única para a Mesa da Alesc

Logo depois de tomarem posse, hoje pela manhã, na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais terão mais duas missões – definir os partidos que presidirão cada uma das comissões e também a composição da Mesa. As conversações acontecem há pelo menos dois meses para a construção de consenso em torno dessas posições. Mais que isso, na soma de esforços para a conquista de objetivos comuns a todos os partidos, como a redução do custeio do Poder Legislativo. O encontro final antes da posse aconteceu no começo da tarde desta quinta-feira (31/01), na sala de reuniões da presidência, com a presença de pelo menos 25 deputados.

Coordenado pelo deputado Milton Hobus (PSD), que tomou a frente das tratativas, o grupo definiu a chapa para a mesa, que deve ser a única, uma vez que a construção foi entre todos os partidos. Se não houver surpresa, Julio Garcia (PSD) será o presidente e Mauro de Nadal (MDB) o 1º vice-presidente. Rodrigo Minotto (PDT) ficará com a segunda vice. Depois vêm secretários, de primeiro a quarto. Pela ordem: Laércio Schuster (PSB), Padre Pedro Baldissera (PT), Altair Silva (PP) e Nilso Berlanda (PR). Com um detalhe: alguns partidos atuarão em bloco. PSDB, PDT, PSC e PSD; PP, PSB, PRB e PV; e PSL e PR. Ou seja, somente MDB e PT vão atuar com independência.

 

Na reunião de ontem entre os partidos também foram definidas as comissões que caberão a cada uma das siglas. Agora, cada bancada ou bloco vai definir o parlamentar que será líder e indicar os nomes para cada uma das comissões. Mais uma vez, confirmado esse desenho, não há muita surpresa, especialmente no que diz respeito às comissões mais importantes.

 

Ficou assim:

MDB, cinco comissões – Constituição e Justiça (9 membros), Direitos Humanos (7), Ética e Decoro Parlamentar (9), Relacionamento Institucional, Comunicação, Relações Internacionais e do Mercosul  (7) e Assuntos Municipais (7);

PSL, três comissões – Legislação Participativa (7), Pesca e Aquicultura (7) e Defesa do Idoso (7);

PP, duas comissões – Agricultura e Política Rural (7) e Transportes e Desenvolvimento Urbano (7);

PSDB, duas comissões – Finanças e Tributação (9) e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (7);

PSD, duas comissões – Prevenção de Combate a Drogas (7) e Proteção Civil (7);

PT, duas comissões – Saúde e Educação (7) e Cultura e Desporto (7);

PSC, uma comissão – Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia (7);

PRB, uma comissão – Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (7);

PR, uma comissão – Segurança Pública (7);

PDT, uma comissão – Trabalho, Administração e Serviços Públicos (7)

PV, uma comissão – Turismo e Meio Ambiente (7)

 

Julio Garcia conversou rapidamente com a Coluna Pelo Estado pouco depois da reunião. Avaliou o encontro como tranquilo, harmônico e com resultados. “Saímos de lá com a chapa para compor a Mesa, a formação dos blocos e a composição das comissões por partido.” Ele confirmou que o grupo que construiu o consenso já elencou linhas de trabalho. “Vamos fazer uma Assembleia plural, com a participação de todos, tratamento igual para todos os deputados, redução de custos na medida do possível, cumprimento rigoroso da Lei de Responsabilidade Fiscal e das nossas obrigações, que são fiscalizar o Executivo e analisar projetos.”

 

Mauro de Nadal também conversou conosco e confirmou o bom clima da reunião. Saiu satisfeito com as posições conquistadas pelo MDB e lembrou que faz a interlocução da bancada representando os seis parlamentares que o apoiaram para isso. Ou seja, Valdir Cobalchini e Moacir Sopelsa, que chegaram a se apresentar para disputar a presidência, mantêm posição de independência. Nadal comemorou ter ficado com o MDB a Comissão de Assuntos Municipais. “Será uma comissão de ponta”, aposta.

 

Luciane Carminatti, que também falou com a Pelo Estado, disse que na próxima semana já começarão as reuniões do grupo de consenso para a discussão em torno das mudanças pretendidas. Ela disse que o primeiro período será de reconhecimento entre as bancadas e da postura de cada um dos deputados dos 12 partidos. “O ambiente é de muita segurança, de diálogo e de respeito, unificando pela experiência os reeleitos. É um grupo que defende a democracia e a representação política.” O grande desafio, acredita, será entender as contradições do “time novo” em relação ao governo estadual e ao federal.