Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 06/09/2019

Realidade na economia brasileira há 10 anos, o Microempreendedor Individual (MEI) responde pela única fonte de recursos de 1,7 milhão de famílias. Isso significa que 5,4 milhões de pessoas no país dependem da renda de um MEI. Isso é o que aponta a sexta edição da pesquisa “Perfil do MEI”, realizada pelo Sebrae em todos os estados brasileiros. Conforme a pesquisa, que entrevistou 10.339 empresários do segmento entre 1º de abril e 28 de maio, a atividade é a única fonte de renda de 76% dos MEIs. Ou seja, 4,6 milhões de MEIs dependem exclusivamente da sua atividade empreendedora. Em Santa Catarina, esse índice cai para 30%.

O diretor superintendente do Sebrae-SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, avalia que esse resultado pode apontar para um perfil diferenciado do empreendedor catarinense. “Essa diferença entre Santa Catarina e a média nacional pode indicar que o empreendedor catarinense investe mais por oportunidade e não por necessidade. Por isso, a sua renda como MEI não é única fonte de renda da casa”, avalia o diretor.

A pesquisa aponta também que o estado ficou em segundo lugar no país com a maior renda média mensal de um microempreendedor individual, com faturamento de R$ 5.067,00, perdendo apenas para o Distrito Federal, cuja renda média mensal do MEI é de R$ 5.592,00. A média brasileira é de R$ 4,4 mil.

 

Formalização

O levantamento mostra que 50% dos MEIs catarinenses se formalizaram atraídos pelos benefícios do registro (ter uma empresa formal, possibilidade de emitir nota, poder fazer compras mais baratas), 17% por conta dos benefícios previdenciários e 11% por outros motivos diversos. Além disso, em Santa Catarina, 41% dos entrevistados começaram a empreender porque queriam ser independentes, 21% porque precisavam de uma fonte de renda e os demais por motivos diversos.
O levantamento também aponta que a formalização contribuiu diretamente para o aumento das vendas dos negócios para 69% dos entrevistados catarinenses. Outros 76% indicaram melhoria nas condições de compra junto aos fornecedores.

De acordo com Carlos Henrique, a pesquisa reforça a importância da figura jurídica do MEI para o desenvolvimento econômico do Estado. “Com a criação do MEI, milhares de catarinenses saíram da informalidade e hoje têm acesso a crédito e a benefícios previdenciários. A criação do MEI talvez tenha sido a mais importante medida em prol do empreendedorismo nos últimos anos”, comentou o diretor.

De acordo com a pesquisa do Sebrae, o perfil do MEI catarinense é predominantemente caracterizado por pessoas com o ensino médio, 30%. Os dois extremos do aspecto da escolaridade também são expressivos em termos percentuais, já que 12% têm o fundamental incompleto e 19% têm o ensino superior completo. Esses dados confirmam uma grande heterogeneidade desses profissionais.

 

Preocupação de todos

Foto: Agência AL

 

O feminicídio não é preocupação exclusiva das mulheres, mas também dos homens. Afinal, eles são filhos e, não raro, irmãos, sobrinhos, primos, tios e pais de mulheres. O tema foi abordado pelo deputado João Amin (PP) diante do “alarmante número de feminicídios em Santa Catarina”. Ele encaminhou Pedido de Informação ao Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial solicitando os dados desse tipo de crime em 2019 e quadro comparativo com 2018. Foram 32 casos registrados em Santa Catarina em 2019 até o envio das informações ao gabinete do parlamentar. Isso representa um aumento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2018. Entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2018, foram 23 casos. Na comparação de fevereiro de 2019 sobre fevereiro de 2018 houve um aumento de 400%, ampliando de um para cinco casos, enquanto que em abril 2018/2019 houve crescimento de dois para sete casos, o que representa aumento de 250%.

 

Polêmica na Câmara

Foto: Douglas Gomes

 

“É uma profissão de alta periculosidade e os governos precisam se atentar a isso. Os agentes necessitam do uso de arma, contem comigo para a aprovação”, afirmou o deputado Hélio Costa (PRB-SC) na Audiência Pública realizada em Brasília e que tratou da segurança no sistema socioeducativo brasileiro. Ainda na audiência, o deputado defendeu o Estatuto da Criança e Adolescente. “O ECA precisa ser aberto e cumprido à risca. Com isso, haverá uma diminuição de jovens na criminalidade”.

 

Falando em mulheres… A Assembleia Legislativa e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) abriram as inscrições para o Congresso de Liderança Política Feminina, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de outubro, em Florianópolis. O evento vai colocar em debate a conquista do espaço político e social pelas mulheres. O presidente da Assembleia, deputado Julio Garcia (PSD), considera fundamental estimular a participação feminina para garantir mais equilíbrio na representatividade política. As inscrições são gratuitas e já podem ser realizadas pelo site escola.alesc.sc.gov.br/

 

Falando em segurança… Segundo a publicação Voz Única, da Federação Empresarial (Facisc), segurança pública é um dos assuntos que mais preocupam os empresários. O dado motivou a realização do 1º Encontro Estadual de Segurança “SC mais Segura”, parceria da Facisc com a Polícia Militar (PMSC, marcado para a próxima quarta-feira (11), em Florianópolis. Entre as presenças já confirmadas estão o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, o ex-oficial da Marinha de Israel Ronen Avraham e o coronel da Polícia Militar de São Paulo José Vicente da Silva Filho.