Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 1 mês atrás

A reforma da Previdência está em tramitação na Câmara dos Deputados e é destaque praticamente diário na imprensa. Posições favoráveis e contrárias se sucedem e ainda há muito desconhecimento sobre seu verdadeiro teor. Um dos destaques tem sido sobre a estratégia do Executivo para aprovar a matéria. Segundo os jornais do centro do país, estariam sendo negociados cargos do segundo escalão do governo em troca de apoio no Congresso Nacional. A Coluna Pelo Estado ouviu os três senadores catarinenses sobre o assunto em busca de uma resposta: esse tipo de negociação põe em risco a independência do governo Bolsonaro. Veja o que pensa cada um:

 

 

Dário Berger (MDB-SC): “Primeiramente, independente de governo, farei o que sempre procurei fazer: agir e representar meu Estado de forma equilibrada, coerente e sensata, buscando o melhor para Santa Catarina estado e o Brasil. Não tenho e não quero nenhum cargo no governo federal ou estadual. As pautas importantes para o desenvolvimento do país receberão meu voto conectado com os interesses maiores do povo catarinense. Além disso, espero e acredito que o presidente respeitará as prioridades do Brasil e especialmente de Santa Catarina, como a conclusão das obras de infraestrutura, a exemplo das BRs 470, 280, e 282, além de tantas outras de relevante importância para o nosso desenvolvimento e que estão inacabadas.”

 

 

 

Esperidião Amin (PP-SC): “Não. De jeito nenhum. O presidente está agindo corretamente, de maneira republicana, tratando com muita responsabilidade de um assunto que é prioridade para o Brasil, que é a reforma da Previdência. E ele mesmo tem dito que o tamanho da reforma vai ser decidido pelo Congresso. Portanto, está agindo dentro do espírito democrático, respeitando o Estado Democrático de Direito e está fazendo o seu papel ao defender algo que não é nem específico de seu governo. Todos os últimos presidentes tentaram a reforma da Previdência. Não é uma reforma para o governo, mas para o Brasil. Eu aplaudo a forma e o conteúdo do que o presidente está fazendo.”

 

 

 

Jorginho Mello (PR-SC): “Não tenho qualquer conhecimento dessas tratativas. Defendo que todas as pessoas que estejam ocupando os cargos dentro do governo federal ou estadual tenham capacidade técnica e sejam ficha-limpa para todas as funções. É preciso colocar o Brasil e o futuro dos brasileiros acima de qualquer interesse pessoal.”

 

 

Farra do Boi No período da Quaresma essa brincadeira totalmente sem graça ganha ainda mais força. Há anos Santa Catarina tem uma lei estadual que impede a realização da tortura aos animais, provocados pelos farristas com pauladas, fogos e outras ações. Quem insistir na prática pode ser responsabilizados “civil e criminalmente” na Justiça, tanto pela participação quanto pelos prejuízos materiais e pelas mortes e lesões corporais que venham a ocorrer como resultado da farra.

 

Rigor O deputado Marcius Machado (PR) quer ainda maior rigor no combate a esse traço da cultura açoriana. Para isso, teve um encontro ontem com o comandante geral da PMSC, Araújo Gomes, que explicou que está sendo usada a inteligência da corporação para reduzir os casos, mais comuns no litoral.

 

Eletrosul Deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC) e o presidente da Associação dos Produtores de Energia (Apesc), Gerson Berti, estiveram com o ministro de Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque. Pediram que a sede da Eletrosul permaneça no estado. Há a possibilidade de incorporação da Eletrosul, que faturou R$ 2,3 bilhões em 2018, pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, do Rio Grande do Sul. Ao final do encontro, Chiodini e Berti só se limitaram a dizer que a audiência foi positiva.

 

Tio Patinhas Conselho Regional de Contabilidade (CRC-SC) e Receita Federal estão mais uma vez somando forças na Operação Tio Patinhas, de caça aos sonegadores. Auditores e contadores estão sendo orientados para que não deixem passar erros ou mesmo atos de má fé que, mais tarde, serão pegos na malha fina. E ninguém está para brincadeira neste caso. Tanto que em apenas um ano de operação Santa Catarina conseguiu reduzir mais de R$ 4 bilhões em desvios.