Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 29/03/2019

Mas não é! Se ainda não procurou o posto de saúde para receber a dose de vacina contra a febre amarela, trate de ir logo e de levar todos que puder – maiores de 9 meses devem receber a dose, que é única e protege contra a doença para a vida toda. Por que tanta veemência? Porque foi a óbito o primeiro caso de febre amarela no estado e cuja contaminação ocorreu na região de Joinville.

O homem de 36 anos foi um dos 21 casos suspeitos registrados desde o começo do ano. Os outros 20 foram descartados e o único confirmado foi o dele, depois do óbito, ocorrido no dia 12 de março.  Santa Catarina não registrava casos de febre amarela em humanos desde 1966. A campanha de vacinação de febre amarela está em pleno andamento – começou no dia 20 – e só atingiu menos de 62% da população catarinense, para uma meta de 95%.

Agora que você já sabe que não é brincadeira, e que febre amarela mata mesmo, vá ao posto de saúde! A campanha se estende até o dia 20 de abril.

Mas, atenção! Estar vacinado contra a febre amarela não muda nada em relação aos cuidados contra a proliferação do Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika vírus, doenças igualmente graves, incapacitantes e que podem levar a óbito. Já decorou, né? Calhas limpas, caixas d’água bem fechadas, quintais inspecionados diariamente para evitar água parada, recipientes virados ou cheios de areia, atenção aos pneus, uso de repelente adequado a cada idade e casa protegida com telas tanto quanto possível.

É que se cogitou que o Aedes aegypti também seria o transmissor da febre amarela. Mas não é. Os mosquitos responsáveis pela transmissão dessa doença nas florestas são os Haemagogus e os Sabethes. As diferenças estão na foto em destaque.

Os macacos são suas vítimas preferenciais porque passeiam pelo topo das árvores, onde os mosquitos se escondem. Com o desequilíbrio ambiental e o avanço das áreas urbanas sobre as de mata, os Haemagogus e Sabethes passaram a ter também os humanos como vítimas fáceis.

 

Desafio lá e cá

Foto: Agência Câmara

O mês de abril chega como novo desafio para o deputado federal catarinense Rogério Peninha Mendonça (MDB). No dia 1º ele tomará posse como membro do Parlamento do Mercosul, em Montevidéu (Uruguai). A instância trata de assuntos comuns aos quatro países que o compõem – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ele será o único catarinense na comitiva parlamentar brasileira. Mas o maior desafio do deputado está mesmo aqui dentro. Diante de todos os questionamentos sobre o papel que vem sendo desenvolvido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Peninha está propondo alteração na Constituição Federal. A proposta prevê concurso público para o cargo de ministro do STF, sendo que, para disputar a vaga, o candidato deverá ter entre 35 e 65 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada. Ainda, de acordo com o texto, serão exigidos no mínimo 15 anos de exercício de atividade em Direito. Para o deputado, esta é a única forma de acabar com o tráfico de influência que assola o Judiciário brasileiro hoje.

 

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“A tecnologia está mudando o ensino, mas os sistemas educacionais – em especial o público – não estão acompanhando a transformação. O resultado é o desestímulo dos nossos estudantes, a exclusão e a evasão”

Trecho do artigo Inovação para o Desenvolvimento, assinado pela deputada federal Angela Amin (PP-SC)

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Relator O senador catarinense Esperidião Amin (PP) foi designado relator da PEC do Orçamento Impositivo na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O texto, aprovado na Câmara na quarta-feira (27), deverá ser apreciado na próxima semana.

 

Posse na UDN-SC O presidente do partido, Julio Cesar Lopes, está convidando para o ato de posse de seu vice, Airlon Jaques. O evento será no sábado (30), às 15 horas, em Itajaí. Em destaque no e-mail do convite, a frase “O preço da liberdade é a eterna vigilância”, de Thomas Jefferson.

 

Uma revolução no modo de acessar números estratégicos da agropecuária catarinense. É o que promete o aplicativo InfoAgro, que será lançado hoje, em Florianópolis, pela Epagri e Secretaria da Agricultura e da Pesca. O aplicativo nasceu da integração de dados de órgãos estaduais e federais e vai trazer, entre outras informações, aos valores de produtos rurais atualizados a cada mês.

 

Aviso importante: Ainda sobre a febre amarela, é bom saber que macacos não transmitem a doença. São tão vítimas do desequilíbrio ambiental quanto nós, humanos. Matá-los não vai resolver o problema (só a vacina resolve!). E pode até piorar, uma vez que a morte desses animais indica onde há infestação dos mosquitos transmissores da doença.