Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 11/01/2019

No último dia de janeiro, 31, vésperas da posse dos deputados estaduais eleitos e reeleitos, haverá uma reunião com os deputados que comporão a maioria na Assembleia Legislativa, grupo que apoiou Julio Garcia para presidente da Casa no período 2019/2020. Garcia é reconhecidamente um dos melhores articuladores do atual cenário político catarinense. Seja nos bastidores ou abertamente, trabalha sempre pelo consenso e geralmente obtém o que planeja, muitas vezes usando para isso recuos estratégicos. É um bom presente para o governador Carlos Moisés tê-lo à frente do Legislativo estadual nos anos de ajustes do novo governo. Sem radicalismos, Garcia tem bom trânsito com deputados de todas as bancadas, algo necessário em tempos de acirramentos como os que estamos vivendo. Mas o pessedista também vai trabalhar por mudanças no Poder que comandará. Uma delas é delimitar um pouco melhor a independência entre poderes. De acordo com o reeleito Milton Hobus (PSD), um dos pontos da reunião será sobre a devolução – ou não – das sobras do duodécimo da Assembleia, assunto que vem sendo tratado também com o deputado que será o líder do governo na Casa, Onir Mocellin (PSL). “Dinheiro da Assembleia é da Assembleia. E ponto final! Nós vamos fazer todo o possível para economizar muito mais e o Julio (Garcia) vai apresentar os planos para isso, nos quais já estamos trabalhando. Tudo está sendo pensado para reduzir custos e ampliar a transparência. Mas o governo não venha querer mandar na Assembleia ou querer se comunicar por rede social com os deputados, porque aí vai ter problemas”, disse Hobus. Outra mudança que está sendo prevista, decidida por consenso entre os deputados, é que a devolução para o Executivo do dinheiro economizado pelo Legislativo não será mais por decisão unilateral de quem estiver na presidência da Assembleia, mas da maioria dos deputados. “Se vamos economizar mais, temos que ter o direito de apresentar ao governador as pendências que queremos ver resolvidas e que todos os dias são trazidas por prefeitos aos nossos gabinetes”, justificou Hobus.

 

“Falar com quem faz”

O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, visitou os setores administrativos, técnicos e operacionais da Agência Regional Florianópolis. Ele conheceu as áreas de controle de qualidade, engenharia de medição, manutenção de equipamentos especiais e de instalações de telecomunicações, além dos profissionais das subestações de Coqueiros e Roçado, o Almoxarifado Central e da loja de atendimento de Palhoça, onde conversou com atendentes e consumidores. Até o fim de fevereiro, a intenção é visitar e conferir de perto o trabalho desenvolvido pela empresa em todas as regiões de Santa Catarina. “Quero conhecer as pessoas, falar com quem faz a Celesc e interagir com a sociedade”, anunciou.

 

Sem consulta Deputado estadual Felipe Estevão manifestou estranheza e preocupação com a divulgação de uma nota, publicada em meio à guerra interna no PSL, em que seu nome foi usado sem que ninguém o consultasse. Ele ficou sabendo do tal “documento” – no qual deputados estaduais supostamente apoiariam a direção do partido – pelas redes sociais e pela imprensa.

Uso indevido O parlamentar está preocupado com o futuro do PSL-SC e avalia que iniciativas como essa, de uso indevido de seu nome, “denotam que a situação está indo para um caminho marginal”. A manifestação do deputado Estevão é mais uma lenha na fogueira em que está se transformando o PSL-SC, fenômeno de votos na última eleição.

Energia do Sol A unidade de energia solar distribuída da Engie registrou crescimento 53% acima da meta, fechando 2018 com mais de 2 mil instalações de mini e micro usinas fotovoltaicas no país. Para 2019, o desafio será dobrar de tamanho. São muitos os planos, desde lançar novos produtos, incluindo um projeto de energia solar por assinatura, até firmar novas parcerias com representantes locais nas regiões onde atua e desenvolver ofertas específicas para o segmento empresarial e do agronegócio. A expectativa de um ano ainda melhor vem da velocidade com que os sistemas solares têm se espalhado pelo território brasileiro. Há pouco mais de seis anos, o país contava com apenas um único sistema fotovoltaico instalado.