Por: Pelo Estado por: Andréa Leonora | 29/01/2019

Santa Catarina é o estado do país mais sujeito a intempéries climáticas. Enchentes, alagamentos, deslizamentos e desmoronamentos, geralmente em função de chuvas ou ventos fortes, marcam vários capítulos da história do estado. Em consequência, é aqui que estão também os profissionais mais bem preparados do país da área da Defesa Civil e demais organizações úteis em situações de calamidade como a de Brumadinho (MG). Com o rompimento da barragem e diante do grande número de desaparecidos, o governador Carlos Moisés entrou em contato com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, oferecendo ajuda.

Duas forças-tarefa do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) aguardam nos quartéis a hora de seguir para a região afetada pela descarga de lama. Outros dois grupos estão de sobreaviso. Além dos recursos humanos, treinados para esse tipo de operação de busca e salvamento, foram disponibilizados viaturas, cães farejadores, drones e outros equipamentos.  O deslocamento só acontecerá quando o CBMSC foi acionado pelo governo mineiro, que já recebe ajuda de outros estados. Em nota emitida pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom), destaque para dois trechos: o que ressalta que o CBMSC é “referência internacional na atividade de busca e resgate, com larga experiência técnica e local” e o que afirma que o CBMSC é “instituição legítima e que representa o Estado”.

 

Pirataria é corrupção

A economia de Santa Catarina perde em torno de R$ 5 bilhões por ano em consequência do comércio ilegal de produtos – contrabando, pirataria e falsificação. Essa lista de atividades foi um dos principais riscos econômicos globais em 2018, de acordo com o estudo A Paisagem de Riscos Globais 2018, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade, o país perde por ano R$ 146 bilhões. O secretário Lucas Esmeraldino disse que o estímulo ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento econômico são pilares SDS para combater o problema. “O Cecop atua na proteção às empresas e aos produtos legalizados, oferecendo mais segurança a consumidores e investidores.” O presidente do Cecop, Jair Schmitt, faz um alerta aos prejuízos decorrentes da prática e da necessidade de conscientização. “Muitas vezes as pessoas, apenas preocupadas com o custo mais baixo, não se dão conta das consequências como a segurança alimentar, evasão de tributos, aumento do contrabando, concorrência desleal, trabalho infantil e perda de empregos formais.” O Cecop está incentivando a criação ou reativação de Conselhos Municipais de Combate à Pirataria. | Foto: Divulgação

 

O curioso é que a nota do governo que fala sobre os bombeiros militares catarinenses em prontidão para ajudar em Brumadinho (MG), não faz qualquer referência aos 28 bombeiros voluntários de Indaial, Presidente Getúlio, Ibirama, Ilhota, São João do Itaperiú, Itaiópolis e Balneário Barra do Sul que já estão no local da tragédia desde a tarde de domingo (27). Eles só aguardam orientação do comando da operação para que possam começar a trabalhar.

 

Também nos representam Parte da equipe que foi a Minas Gerais é composta pela Unidade Arcanjo, força-tarefa permanente do Corpo de Bombeiros Voluntários de Indaial, que atuou na tragédia do Morro do Baú, em Ilhota (2008), no terremoto do Haiti (2010) e no socorro a vítimas dos deslizamentos de terra em Teresópolis, no Rio de Janeiro (2011).

 

Não convenceu A justificativa do governador Moisés para o veto à obrigatoriedade de divulgação eletrônica, com antecedência de 24 horas, dos compromissos do governador, vice e demais agentes públicos, não convenceu o autor do projeto de lei, deputado Rodrigo Minotto (PDT).  A proposta, aprovada por unanimidade no final de 2018, foi vetada em 15 de janeiro. Mas o parlamentar, que se disse surpreso com a decisão do governador, já anunciou que vai atuar fortemente para derrubar o veto logo no começo do ano legislativo.

 

Reforço na energia A EDP Transmissão Aliança SC deu início à construção da Subestação de Energia Elétrica Siderópolis II, no Sul catarinense. A estrutura integra obra bilionária de reforço energético para o estado e sua implantação vai gerar 190 postos de trabalho diretos, além de cem indiretos. As obras serão de responsabilidade da catarinense WEG S/A, de Jaraguá do Sul, e o prazo para a conclusão é de 20 meses. A nova subestação faz parte dos projetos do Lote 21 (Aneel 005/2016), que inclui 433 quilômetros de Linhas de Transmissão, passando por 28 municípios catarinenses.